segunda-feira, 13 de julho de 2015


ALZHEIMER

A DOENÇA DE ALZHEIMER (DA) é um tipo específico de demência, a qual é comumente conhecida pelo público leigo pelo termo esclerose, que é um distúrbio que acarreta a perda progressiva das funções intelectuais como, por exemplo, a memória, e também das funções físicas.

Em 1907, o médico alemão Dr. ALOIS ALZHEIMER descreveu esta desordem. As causas da DA estão relacionadas com certas mudanças nas terminações nervosas e células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Algumas teorias tentam estabelecer quais seriam essas causas: influência genética, vírus lento, proteínas anormais, desequilíbrio bioquímico, intoxicação por alumínio, perda na quantidade de sangue e oxigênio.

A DA apresenta sintomas que podem variar em cada pessoa. Afeta mais frequentemente pessoas com cerca de 65 anos em diante, embora seja também encontrada em faixas etárias mais jovens. É uma doença progressiva, degenerativa. Ainda não há cura ou prevenção para a Doença de Alzheimer.

TRATAMENTO DE ALZHEIMER.

O SUS oferece, por meio do PROGRAMA DE MEDICAMENTOS EXCEPCIONAIS, a rivastigmina, a galantamina e o donepezil, remédios utilizados para o tratamento do Alzheimer. É bom lembrar que os medicamentos não impedem a evolução da doença, que não tem cura. Os medicamentos para a demência têm alguma utilidade no estágio inicial, podendo apenas amenizar ou retardar os efeitos do Alzheimer.

1ª. Tratamento dos distúrbios de comportamento:

Para controlar a confusão, a agressividade e a depressão, muito comuns nos idosos com demência. Algumas vezes, só com remédio do tipo calmante e NEUROLÉPTICOS (haldol, neozine, neuleptil, risperidona, melleril,entre outros) pode ser difícil controlar. Assim, temos outros recursos não medicamentosos, para haver um melhor controle da situação.

2ª. Tratamento específico:

Dirigido para tentar melhorar o déficit de memória, corrigindo o desequilíbrio químico do cérebro. Drogas como a rivastigmina (Exelon ou Prometax), donepezil (Eranz), galantamina (Reminyl), entre outras, podem funcionar melhor no início da doença, até a fase intermediária. Porém, seu efeito pode ser temporário, pois a doença de Alzheimer continua, infelizmente, progredindo. Estas drogas possuem efeitos colaterais (principalmente gástrico), que podem inviabilizar o seu uso. Também há o fato de que somente uma parcela dos idosos melhoram efetivamente com o uso destas drogas chamadas ANTICOLINESTERÁSICOS, ou seja, não resolve em todos os idosos demenciados. Outra droga, recentemente lançada, é a MEMANTINA (Ebix ou Alois), que atua diferente dos anticolinesterásico. A MEMANTINA é um antagonista não competitivo dos receptores NMDA do glutamato. É mais usado na fase intermediária para avançada do ALZHEIMER, melhorando, em alguns casos, a dependência do portador para tarefas do dia a dia.

CUIDADORES

Mesmo em famílias numerosas, geralmente, há um membro que assume o posto de cuidador principal. Esta pessoa fica atenta à alimentação, ao vestuário e a qualquer outra dificuldade que o paciente encontre. Mas, muitas vezes, este cuidador acabando se sentindo sobrecarregado, o que causa sofrimento e estresse. Uma boa solução é arrumar um cuidador remunerado, dividir as tarefas com um familiar ou, até mesmo, internar o doente em uma instituição de longa permanência.

Embora a DOENÇA DE ALZHEIMER não possa ser curada, revertida ou interrompida, muito se pode fazer para auxiliar tanto o paciente como sua família a viver com maior dignidade e menor desconforto durante todo o transcurso da doença.

 Para que se atinjam tais objetivos, intervenções clínicas adequadas e serviços comunitários devem ser procurados. O tratamento deve ser direcionado aos sintomas apresentados pelo paciente, ao seu ambiente e ao sistema de apoio familiar.

 Intervenções específicas podem incluir a ajuda de familiares, de empregados domésticos ou de enfermagem domiciliar, o uso de terapias comportamentais e de medicamentos. Estes, podem aliviar sintomas consequentes ou concomitantes, como ansiedade, depressão, agitação, delírios, alucinações etc., e diminuir a velocidade de progressão da DOENÇA DE ALZHEIMER.

Outros cuidados também podem ajudar. Estimule o convívio social e familiar do doente e evite que ele fume ou beba álcool em excesso. É importante também não deixar de cuidar de si mesmo. Se você é CUIDADOR, alivie o estresse fazendo exercícios físicos e procure ajuda quando sentir que é necessário.
 
 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ALZHEIMER (ABRAZ)

A família e a sociedade podem dar um grande apoio aos pacientes do Alzheimer. A Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAZ) é formada por familiares dos pacientes e conta com a ajuda de vários profissionais, como médicos e terapeutas.

A ASSOCIAÇÃO promove encontros para que as famílias troquem experiências e aprendam a cuidar e a entender a doença e seus efeitos na vida dos idosos. Para a Coordenadora de Saúde do Idoso do MINISTÉRIO DA SAÚDE, Neidil Espínola, mesmo com o desgaste, as famílias podem entender que, se o paciente sofre de uma doença incurável, pelo menos ele pode ser cuidado e receber carinho.

Quanto mais os efeitos do MAL DE ALZHEIMER avançam em seu corpo, mais o paciente tende a se afastar completamente do convívio social. O ator norte-americano CHARLES BRONSON foi uma das vítimas da doença. Perto de perder a vida, aos 81 anos, em 2003, o ator de ERA UMA VEZ NO OESTE praticamente havia esquecido a sua identidade e não se lembrava de nada de seu passado como astro de Hollywood. O ex-presidente norte-americano RONALD REAGAN, morto em 2004, foi outra vítima famosa. O problema de saúde tirou o político das atividades públicas, em sua última década de vida.
 
A fita de cor púrpura representa a Doença de Alzheimer.
 

http://www.minhavida.com.br/saude/videos/13828-cuidando-de-quem-tem-alzheimer

 

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