quinta-feira, 2 de maio de 2013

CARLOS GOMES - GRANDE COMPOSITOR ERUDITO BRASILEIRO


Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11 de julho de 1836 - Belém, 16 de setembro de 1896) foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Destacou-se pelo estilo romântico, com o qual obteve carreira de destaque na EUROPA. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no TEATRO ALLA SCALA.


Agraciado por mérito, CARLOS GOMES, pelo então Imperador DOM PEDRO II, foi agraciado com uma bolsa de estudos e foi estudar na EUROPA, tudo a expensas da ÓPERA LÍRICA NACIONAL, conforme contrato com então GOVERNO IMPERIAL.

A saudade de sua querida CAMPINAS e de seu velho pai atormentava lhe o coração. Pensando também na sua amada AMBROSINA, com quem namorava; ela moça da família Correia do Lago, CARLOS GOMES escreveu essa joia que se chama QUEM SABE?”, de uma poesia de BITTENCOURT SAMPAIO, cujos versos "Tão longe, de mim distante…", ainda são cantados pela nossa geração.

No entanto, apesar dessa paixão inspiradora para composição da canção citada, na ITÁLIA, Carlos Gomes casou-se com ADELINA PÉRI, que devotou toda sua vida ao maestro. Desse consórcio, nasceram cinco filhos, muito amados pelo compositor. Todavia, um a um foram morrendo em tenra idade, tendo restado somente ÍTALA GOMES VAZ DE CARVALHO, que escreveu um livro, em que honrou a memória do seu glorioso pai.




É o autor da ópera O GUARANI”. O som instrumental dessa opera até hoje, ou seja, há mais de meio século é reproduzida no programa governamental “A VOZ DO BRASIL”, transmitido por todas as emissoras de rádio de nosso país a partir da 19:00 horas de segunda a sexta feira.

Certa tarde, em 1867, passeando pela PRAÇA DO DUOMO, na cidade de MILÃO, na ITALIA, ouviu um garoto apregoando: "Il Guarany! Il Guarany! Storia interessante dei selvaggi del Brasile!" Tratava-se de uma péssima tradução do romance de JOSÉ DE ALENCAR, mas aquilo interessou de súbito o Maestro, que comprou o folheto e procurou logo SCALVINI, que também se impressionou pela originalidade da história. E, assim, surgiu O GUARANI, que apesar de não ser a sua maior nem a melhor obra, foi aquela que o imortalizou. A noite de estréia da nova ópera foi 19 de março de 1870.

O mal que o levaria ao túmulo, nessa época, fazia-o sofrer dolorosamente. Todavia, as desilusões, as decepções, a ingratidão de seus compatriotas, e, as dores físicas ainda não lhe haviam quebrado a resistência. Ainda estava à espera de sua nomeação para o cargo de diretor do CONSERVATÓRIO DE MÚSICA, no BRASIL. Nesse tempo foi PROCLAMADA A REPÚBLICA, e seu grande amigo e protetor, DOM PEDRO II, é exilado, com grande mágoa de CARLOS GOMES.

Finalmente, após tanto sofrimento, chegou-lhe um convite. Lauro Sodré, então GOVERNADOR DO PARÁ, pediu-lhe para organizar e dirigir o Conservatório daquele Estado.

A 08/04/1895, em LISBOA, PORTUGAL, sofre a primeira intervenção cirúrgica na língua, sem resultados animadores. Embarca, no vapor ÓBIDOS, para o BRASIL. De passagem por FUNCHAL, tem o prazer de reabraçar seu velho amigo ANDRÉ REBOUÇAS, ali exilado.

Cercado por autoridades e amigos, com o governador LAURO SODRÉ à cabeceira, CARLOS GOMES morreu às 22 horas e 20 minutos de 16 de setembro de 1896.  Seu corpo foi embalsamado, fotografado e, em seguida, exposto à visitação pública, cercado de flores e objetos como partituras e instrumentos, bem de acordo com a idealizada "morte bela" do ROMANTISMO. Descrevendo os cenários da morte, os jornais da época relatavam com solenidade o acontecimento, destacando o repouso, o sono intérmino, o triunfo silente do grande artista. Diziam os jornais, o maestro não morrera; antes, cruzara os umbrais da Fama!

Os despojos funerários do Maestro se encontram hoje no magnífico monumento-túmulo, em CAMPINAS, sua terra natal, na Praça Antônio Pompeu. A duas quadras dali está o MUSEU CARLOS GOMES, que reúne objetos e partituras do compositor.

EPÍLOGO.


CARLOS GOMES faz jus também ao nosso reconhecimento pelo seu grande espírito de brasilidade, que sempre conservou mesmo no estrangeiro. Quando da estréia O GUARANI, em MILÃO, o famoso tenor italiano VILLANI, escolhido para o papel de PERI, criou um problema: ele usava barbas, e recusava-se a raspá-las. CARLOS GOMES protestou: "Onde se vira índio brasileiro barbado?"; mas, afinal, tudo se acomodou. O tenor era um dos grandes cartazes da época e não podia ser dispensado. Assim, acabou cantando, após disfarçar os pelos, com pomadas e outros ingredientes. A procura de instrumentos indígenas foi outro tormento para o Maestro. Em certos trechos de música bárbara e nativa, eram necessários borés, tembis, maracás ou inúbias. Andou por toda a ITÁLIA, mas não os encontrou, e foi preciso mandar fazê-los, sob sua direção, numa afamada fábrica de órgãos, em BÉRGAMO.

O GUARANI (Abertura) - ANTÔNIO CARLOS GOMES

CONCERTO 2010/2 da ORQUESTRA DE SOPROS E PERCUSSÃO DO CERRADO "CIRANDA DA ARTE" da Secretaria de Educação do Estado de Goiás, Realizado no TEATRO MADRE ESPERANÇA GARRIDO dia 04/11/2010.





"QUEM SABE" - CARLOS GOMESNey Mato Grosso

NEY MATOGROSSO é um cantor, diretor, iluminador e ator brasileiro. Ex-integrante dos SECOS & MOLHADOS (1971-1974), foi o artista que mais se sobressaiu do grupo após iniciar sua carreira solo com o disco ÁGUA DO CÉU PÁSSARO (1975), e, com suas apresentações subsequentes. É considerado pela revista ROLLING STONE como o maior cantor brasileiro de todos os tempos e, pela mesma revista, o 31º maior artista brasileiro de todos os tempos.

Distinguido por sua rara voz de contratenor, NEY MATOGROSSO também é conhecido por suas performances ao vivo.






"QUEM SABE" - CARLOS GOMES - Francisco Petrônio/Dilermando

Sabemos que uma grande exibição de FRANCISCO PETRÔNIO e DILERMANDO REIS não deveria surpreender ninguém. Mas... o que nos surpreende, agradavelmente, foi ouvir "QUEM SABE" como sempre desejamos - na voz de um cantor popular (e que voz e que cantor!). "QUEM SABE" é uma peça difícil e costuma ser interpretada por vozes lindas, porém, impostadas, com as vogais cobertas... Digamos, eruditamente. PETRÔNIO canta "QUEM SABE" com a naturalidade e a beleza que ela deve ser cantada. Simples assim.





"QUEM SABE" - CARLOS GOMESAdriana Almeida

Esta pronúncia da ADRIANA ALMEIDA, que canta praticamente como se fala, permite que se entenda perfeitamente a letra. Muitos cantores líricos cantam música brasileira com uma pronúncia que lembra o italiano. É um cacoete que não se justifica. Que se cante música portuguesa com acento lusitano vá lá (dificilmente parecerá autêntico, mas passa); música brasileira, entretanto, cada um deve cantar com o sotaque da sua região, da forma mais natural possível.











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