domingo, 28 de setembro de 2014

INICIATIVA INTERNACIONAL BUSCA DIMINUIR POLUIÇÃO LUMINOSA E PRESERVAR A ESCURIDÃO


Organização certifica comunidades que trabalham pela conservação do céu escuro


Até cerca de um ano atrás, eu nunca tinha ouvido falar de SARK, localizada no CANAL DA MANCHA. Aposto que a maioria das pouco mais de sete bilhões de pessoas no mundo possam dizer o mesmo. Mas pelo menos algumas pessoas a mais já sabem algo sobre esta minúscula ilha, graças ao reconhecimento que ela recebeu em 2010 da IDA - INTERNATIONAL DARK-SKY ASSOCIATION” [ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DO CÉU ESCURO]. A IDA lançou o programa LUGARES DE CÉU ESCURO em 2001, com a designação da cidade de FLAGSTAFF, no ESTADO DO ARIZONA, nos EUA, como a primeira CIDADE INTERNACIONAL DE CÉU ESCURO. Essa categoria mudou desde então para COMUNIDADE DE CÉU ESCURO, e a ela se uniram as designações de PARQUES E RESERVAS DE CÉU ESCURO. Tais designações não são monopólio da IDA, já que programas similares existem em outros países. No CANADÁ, a SOCIEDADE REAL DE ASTRONOMIA tem seu próprio sistema de “Preservação do Céu Escuro”, por exemplo, e a UNESCO lançou seu próprio programa de RESERVAS DA LUZ DAS ESTRELAS. Embora variem ligeiramente em suas abordagens, os diferentes programas estão trabalhando pelo mesmo objetivo: proteger a escuridão em um mundo cada vez mais saturado de luz artificial.

 
 

O que torna o caso de SARK particularmente interessante é que há pessoas vivendo na ilha, com seus medos do escuro, suas preocupações com segurança, seus desejos de progresso. Por mais que seja importante proteger áreas de céu imaculado, é a conservação da escuridão em lugares onde as pessoas de fato vivem que poderá mudar atitudes com relação à luz e à escuridão.


 

“Se você só quer tascar selos em lugares muito escuros, dá para fazer isso o quanto quiser, e cobrir o mundo com parques de céu escuro”, diz STEVE OWENS, o escocês que auxiliou SARK em um processo de dois anos com a IDA. “Mas isso não afetaria uma luzinha sequer. SARK, por outro lado, teve que despender algum trabalho com a luz.” Por trabalho com a luz, OWENS quer dizer que para se qualificar para o reconhecimento da IDA, a comunidade de SARK teve que agir: catalogar as luzes presentes na ilha, trocar aquelas que estavam causando brilho excessivo e refletindo no céu, e prometer que qualquer nova luz seria instalada de acordo com regulamentos antipoluição luminosa. Isso permitiu que a ilha correspondesse à definição da IDA de uma COMUNIDADE DE CÉU ESCURO: “uma vila, cidade, município ou outra comunidade organizada legalmente que demonstre dedicação excepcional à preservação do céu noturno através da implementação e do reforço dos códigos de iluminação de qualidade existentes, educação para o céu escuro, e apoio da cidadania ao céu escuro.”

 
By: Paul Bogard | Conservation Magazine | Ilha de Sark, Reino Unido - 27/09/2014 - 06h00

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