segunda-feira, 7 de junho de 2010

LIVROS – BOOKS –ESCRITORES - BIBLIOGRAFIAS



DEMIAN

Autor:  HERMANN HESSE

Visão geral do livro

Um brilhante retrato psicológico da busca de um jovem problemático para a autoconsciência, este visão de época da novela conseguiu a aclamação crítica e popular instante após a sua publicação de 1919. Um marco na história da literatura do século 20; reflete a preocupação do Autor com a dualidade da natureza humana, e, a busca da essência da espiritualidade.


Esta revisão é de: DEMIAN (Perennial Classics - Paperback)

Hermann Hesse, DEMIAN (1919) é o coming-of-age história de EMIL SINCLAIR, inicialmente um inocente garoto introvertido, que, ao longo de uma década, cai sob o feitiço do intelectualmente sedutor e fisicamente carismático: Max Demian no PRÉ-MUNDIAL (prenúncios) da chamada I GRANDE GUERRA, provocada pela Alemanha. Encontrando-se chantageado por um colega mau elemento, o atormentador Franz Kromer, após, estupidamente, ficar dizendo uma mentira em público, Emil é misteriosamente libertado de seu sofrimento através da intervenção do Demian, uma figura romântica, que era também um colega em sua escola. Demian retoma a atenção de Emil socialmente ao longo de um ano, antes de ele, inexplicavelmente, interromper a segmentação dessa amizade no momento da sua confirmação.

Fisicamente maduro para sua idade, pronto para os desafios da vida, bem vestido e bonito; os desafios de Demian, e, a aceitação de Emil, sempre branda e originada das escrituras, donde, expõe a sua própria filosofia nietzschiana personalizada, e, passa ele compartilhar de suas crenças gnósticas ("Deus e Satanás” é a mesma pessoa). No processo, ele lentamente se revela algo mais do que meramente humano. “Tudo aquilo que Demian demonstra ser capaz, sempre parte de estranho poder paranormal: estudando cuidadosamente os seus súditos e concentrando a sua vontade, Demian pode ler as mentes e dobrar a vontade dos outros, como fantoches em uma corda”.

Paralisado, Emil descobre que Demian é suspeito de ser um "pagão" e rumores de estar envolvido em uma relação incestuosa com sua própria mãe. Emil percebe Demian em termos minuciosos e arquetípicos, como "animal, árvore, planeta" - como "de alguma forma atemporal, tendo as cicatrizes de uma história totalmente diferente do que já sabíamos”.

Tanto interna como externamente, Demian se torna uma obsessão ídolo e pesado para Emil, ao mesmo tempo exerce um poder sobre ele a distância e ainda ocupando o centro do seu universo particular. Emil eventualmente torna-se enamorado de uma jovem mulher a quem ele chama de 'Beatriz', que é "infantil" e “franzina”. Ele pinta retrato dela, mas percebe que não se assemelham a ela. Ele a estuda, e, ainda, passa o dia pintando-a, antes que ele perceba, o que o leitor já adivinhou, é em vão o seu esforço: a pintura não se parece com "Beatrice", mas somente com o próprio amigo, ou seja:Demian; o qual, já é muito mais "um anjo e Satã; homem e mulher numa só carne; homem e besta; o bem maior, e, pior do mal. " Mais um passo, Emil iguala o rosto na pintura com o seu destino, ou seja,DAEMON, que ainda literaliza o título do livro e personagem-título.

Como em STEPPENWOLF (1927), e um grau mais acentuado em NARCISO E GOLDMUND (1930), a novela tem um subtexto homoafetivo silenciado, mas inconfundível: Demian e Emil falam especificamente do "vício" da “sexualidade juvenil, uma unidade "unnamed" que "os gregos e muitos outros povos" elevando ao divino "é celebrada em grandes festas. Logo após a sua primeira reunião ou encontro, nos sonhos Emil que quanto maior, mais velho ficava ajoelhado diante de Demian, tendo-o no peito como um succubus medieval, um sonho com Demian, donde corretamente pelos seus estremecimentos Emil experimentava as sensações de subverniência. Mais tarde, Emil encontra-se com ele, e, sente nele um cheiro de "sabonete fresco que emanava de sua nuca" bastante envolvente. Emil em suplica diz a Demian que ele seria: "o seu destino e seus sentimentos”.

Na verdade, todo o romance lê-se como o produto final prolongado da inversão reprimida e sublimada dos sentimentos do autor, que não realizados e conduzidos para dentro, para o seu interior, vai assumindo uma variedade de conotações mágicas e arquetípicas (produzidas) em sua psique criativa.

Hesse nas suas tentativas em resolver esse conflito, acaba por permitir que Emil venha a conhecer e se apaixonar pela mãe de Demian, a qual, banalmente chamada de "Eva". Isso numa alusão à primeira mulher, no GENESIS da Bíblia. Eva essencialmente é o próprio Demian; o qual, em um vestido, e, com um cabelo mais longo; embora Emil tenha a sensação de ter conhecido tudo, sobre a mais evidente concepção flutuante da transparência de seu pensamento. Em pouco tempo, Emil passa achar divertido até mesmo beijar "a chuva fora de seu cabelo, dando-lhe a sensação de sensual toque.

Considerando que o Demian há muito previu um cataclismo próximo, que viria primeiro destruir, e, depois transformar a civilização ocidental, com os prenúncios e atos que emolduravam o inicio da primeira grande guerra. Tudo isso lhe permitia produzir as suas imagens verbais donde: as atitudes de Eva eram bicos de uma espécie de ave, o torto; tudo isso era como uma espécie de proto-misticismo, bastante New Age”, que faria corar até mesmo Anais Nin1: "Sim, você deve encontrar o seu sonho, então o caminho torna-se fácil. Mas não há sonho que dure para sempre; cada sonho é seguido por outro, e ninguém deve se apegar a qualquer um particular...; contando que o sonho é o seu destino que você deve manter-se fiel a ele."

Agora, com entusiasmo, convidado a compartilhar sua vida e em sua casa, Emil logo se vê cercado por "astrólogos e cabalistas..., devotos do ascetismo indianos, vegetarianos, e os budistas", e, o romance mais se transforma em paródia involuntária.

O livro conclui com Emil e Demian literalmente enraizados na guerra; que o próprio Demian previu. Deitado de lado a lado, "os lábios muito perto do meu", Emil finalmente consegue o beijo que para ele tem sido o dramático desejo de, embora seja apenas um beijo, Demian explica-lhe que tal beijo foi uma ordem ordenada e sancionada pela Frau Eva. Assim, Emil quando acorda daquele momento, Demian já está desaparecido; mas, ele entende que ele será sempre lembrado como "meu irmão, meu mestre”.

Misticismo obscuro, quase inútil, não, pois, a sabedoria, define o texto. Uma vez que o isolamento precoce de Emil, e, o sofrimento emocional chega ao fim, no ponto médio do romance, o livro cai por terra espectacularmente; um destino traçado que o autor também sofreu em STEPPENWOLF (O Lobo da Estepe) nas páginas de fechamento desse romance.


1)         ANAÏS NIN (21 de fevereiro de 1903, Neuilly, perto de Paris - 14 de janeiro de 1977, Los Angeles) batizada Ângela Anais Juana Antolina Rosa Edelmira Nin y Culmell, foi uma autora nascida na França, filha do compositor Joaquin Nin, cubano criado na Espanha; e, Rosa Culmell y Vigaraud, de origens cubana, francesa e dinamarquesa. Anaïs Nin tornou-se famosa pela publicação de diários pessoais, que medem um período de quarenta anos, começando quando tinha doze anos. Seus romances e narrativas, são impregnados de conteúdo erótico foram profundamente influenciados pela obra de James Joyce e a psicanálise. Dentre suas obras destaca-se DELTA DE VÊNUS (1977), traduzido para todas as línguas ocidentais, aclamado pela crítica americana e européia. Foi amante de Henry Miller e só permitiu que seus diários fossem publicados após a morte de seu marido Hugh Guiler.

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