sábado, 2 de maio de 2026

 

CONTOS DO BLOG – “PASSAGENS DA EXISTÊNCIA... CORTINA DA ESPIRITUALIDADE...”

 

 

ð  www.wilcostaesilva.blogspot.com

 

OBSERVAÇÃO: Os contos que seguirão ao título acima, não terão uma ordem temporal; mas, sempre serão uma obra de ficção, e, por conseguinte, por vivermos num ‘mundo conturbado’, com ‘pessoas perturbadas’, muitos se sentirão impelidos a atacar e execrar o texto, como se isso pudesse mudar a existência de um personagem ficcional. Portanto, o olhar carinhoso e literário ao texto é a melhor recomendação a uma peça ficcional, já que: “qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência”.

 

==========================

 

CONTO 1 – ABRINDO A CORTINA...




O problema não é saber que vamos morrer, isso ninguém vai escapar, mas, a questão é saber o que teremos quando a ‘cortina da existência’ se abrir, e, o que iremos ter como ‘divisor’ que veremos com essa abertura.

 

Nossa, com quinze anos de idade, ouvindo uma pessoa de nosso convívio, bastante madura, e, bem aborrecido com a própria existência, e, ainda, duvidando se a sutilidade da vida foi realmente necessária ou benéfica, isso soava terrível.

 

Embora encerrar o ciclo com naturalidade é a última grande obra de arte de um homem, para um adolescente isso não é uma coisa muito interessante.

 

Ora, mais maduro para sua própria adolescência e avido por ser adulto, compenetrado, devorador de livros, sempre boas leituras, e, muito ligado às coisas humanas que cercam a intensidade cultural e de civilizações, sempre procurando boas referências para conhecimento, e, até à própria arte, que ia do clássico ao popular, para a juventude a morte, ou, ‘partida’, como quiser chamar é algo tão distante por alguém avido de vida.

 

Olhar para trás já não traz arrependimento ou saudade dolorosa. O homem maduro vê seus erros e acertos como pinceladas em uma tela que finalmente está pronta. Ele encara a cortina da espiritualidade com a curiosidade de quem vai ler o último capítulo de um livro excelente.

 

Acordei assustado, com o coração em descompasso, o corpo suado, saindo de um sono confuso, e, vendo-me num momento sinto que o ‘pesadelo’ foi o chamado de um corpo caquético reclamando, ou, quem sabe, expulsando a própria vida que insistimos em continuar, não obstante os caminhos percorridos e a convivência com muita gente, nem sempre foi aceitável, e, muitas vezes toxicas por suas gênesis ruim, só pioraram o que poderia ser qualidade de vida.

 

Mas, as palavras acima de RUFUS que já atravessou a ‘cortina da existência’, ditas há mais de meio século a um moleque que se achava bem antenado: soava com uma detonação de ‘existência’ que o fazia pensar. Mas, ele, não obstante as suas ‘doideiras’ (nem tanto), em que questionava os hipócritas, os exploradores de pobres, e, num comportamento burguês de tradicionais famílias de nossa cidade, as quais, ainda, se achava senhores de ‘senzalas’ e tinham o direito sagrado de nos ‘comandar’. Nossa eram ‘tiradas’ ótimas.

 

O mais realista de RUFUS era quando atacava as religiões que segundo ele sempre manipulam pessoas e as faziam viver como ‘robôs’ repetindo cânones e exigindo posturas de outrens que nem sempre tinham. Só envelhecimento me ensinou essa triste realidade, e, a falácia pregada por todas as religiões do mundo, não obstante DEUS ser uma ‘quinta essência’, sempre existiu e existira uma distância desse ‘burburinho’ de mediocridade e limitação.

 

Vivemos a corrução de uma vida curta e sem sentido, para servir a escravidão de algo que nós limitamos em tudo o lado bom da existência. Por isso, sacrificarmos, e, ou, somos manipulados por lideranças da fé. Seres decadentes, doentes, e, carentes do próprio sentido de ‘existir’, como se fossem emissários da criação que nem os próprios sentem, com a capacidade maléfica de retirar o lado bom de sermos humanos: ‘frágeis’, porém, ‘intensos’.

 

A experiência de viver a própria vida com autenticidade, ética e respeito mútuo não depende necessariamente de rituais ou dogmas criados por terceiros. Essa reflexão crítica que você traz é, na verdade, um passo importante para buscar uma vivência mais livre e verdadeira.

 

A espiritualidade deixa de ser um conceito religioso e vira uma presença constante. Ele sente que abrir essa cortina é apenas voltar para casa após uma viagem longa e exaustiva, mas extremamente rica.

 

Desperto, embora com as roupas de dormir úmidas pelo próprio suor do terror dos pesadelos, abri a janela, despi-me, saltei àquela abertura, e, desnudo, embora com esquálido corpo, encontrei a noite cheia de estrelas, e, sentindo-se abraçado por um universo que ainda não conseguimos interpretar, mas, sempre sabendo que àquilo é infinito, quem sabe, talvez, seja filho das estrelas, pensando nisso, recuperei-me de meus medos e acordei para os meus próprios sonhos existenciais.

 

Naquele momento único e intenso, minha mente fez um "fed back" existencial, e, a vida passou pelos pensamentos numa velocidade tão rápida, mas, com uma constância de eventos e momentos, que irei descrever, sem uma ordem cronológica, mas, com momentos que foram marcantes na passagem existencial, isso antes de abrir a própria ‘cortina da espiritualidade’.

 

Olhar para trás já não traz arrependimento ou saudade dolorosa. O homem maduro vê seus erros e acertos como pinceladas em uma tela que finalmente está pronta. Ele encara a cortina da espiritualidade com a curiosidade de quem vai ler o último capítulo de um livro excelente.

 

As crises do mundo, as correrias das cidades e as futilidades do cotidiano passam a ter um brilho pálido. O que importa agora é a qualidade do suspiro, o calor do sol na pele, o banho das estrelas na noite, o olhar carinhoso de seu semelhante; e, a certeza de que a consciência é maior do que o corpo que a abriga. Encerrar o ciclo com naturalidade é a última grande obra de arte de um homem.

 

A ‘existência’ e a ‘essência’ caminham juntas através de uma espiritualidade vivida, que dispensa dogmas e nada tem a haver com religião. Por isso, o divino não está em templos ou rituais, mas na jornada solitária de cada indivíduo rumo à sua própria verdade.

 

"Dentro de ti há um silêncio e um santuário onde podes retirar-te a qualquer momento e ser tu mesmo." — HERMANN HESSE

 

 

MESSIAS LOLNEY STRADIVARIUS

 

========================================================

 

Nenhum comentário:

AddThis

Share |

BRASIL - BANDEIRA NACIONAL

BRASIL - BANDEIRA NACIONAL

SOMOS FELIZES DA MANEIRA QUE VIVEMOS! TEMOS TUDO QUE NECESSITAMOS! TEMOS AO NOSSO LADO QUEM QUEREMOS!

VIAGEMPÉDIA - VIAGENS PROMOCIONAIS

Viagempédia - Hotéis, Viagens e Férias